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terça-feira, 10 de outubro de 2017


Caminhar.
Cantar com fone de ouvido.
Pular em poças.
Sorrir por nada.
O brilho do sol no rosto.
Respirar fundo
Música nova.
Caderno e canetas.
Chuva.
Dias com nuvem.
Chocolate quente.
Cheiro de terra.
Gatinhos
Vento na janela do carro.
Varandas cumpridas.
Roupa lavada.
Lençóis de cama cor-de-rosa.
Música velha.
Música alta.
Cheiro de pipoca.
Andar sozinha.
Lugares bonitos.
Árvores grandes.
Abrace.
Abraços.
Frases de amor.
Longas conversas.
Bons amigos.
Café da manhã.
Presentes feitos à mão.
Dias frios.
Saudades boas e curtas.
Finais Felizes.

Estar sempre alegre é uma tarefa herculanesca nesse mundo que vivemos. Impossível até.
Alguém cem por cento alegre é uma total farsa e chega a ser irritante para alguns.
Mas e que tal 70 por cento? 65?
Rodear-se do que é bom e não se levar tão a sério é mesmo tão difícil ou a gente acaba com preguiça de sorrir e ser amável com outros? Às vezes é bem difícil ser legal quando você não tá tão na vibe de dizer "BOM DIA". Mas,será que não custa muito mais refazer passos e voltar atrás em atitudes grosseiras e impensadas?
 Me sinto ás vezes uma bolha de alegria contida solitária. Quando você luta contra a maré rapidinho dá aquela vontade de se juntar a maioria numa nuvem de reclamações e descontentamento. Crítica. Maldosos "só tô falandos" ou "eu te aviseis" carregados de uma infelicidade congênita.
Porque não se pode ser feliz e estar feliz por outros sem toda essa baboseira de ser melhor, mais bonito e mais feliz?  Porque os alegres são loucos e os tristes são a moda da vez?  E porque fingir estar feliz quando a alegria está a cada esquina e nos mais óbvios lugares que há?  Não se cansa de ser feliz de mentira?  Bem, eu conheço essa resposta e qualquer um pode conhecer também, mas não vou falar disso de maneira leviana nessas "mal traçadas linhas".
Por hoje vou sorrir. Foras das redes sociais.
Sem contar como me sinto pra ninguém no vazio eco online.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Taraxacum officinale

No maior grupo de palavras acumuladas existentes
Afogo-me de expectativa
Agonia que não dita se apossa;
Empossa
Apressa-se em sair quando aberta a porta do pensar e sentir.
Quanto mais se pode aguentar
Os dedos calar
As letras prenderem-se a vontade de que as possui;
mas não pode
não deve possuir
presumir
insistir que aqui se quede e não se vá
Volte a viver
Solte-as e as deixe voar
Sinta que sentir
Livres.
Soltas
Velozes

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Bagunça

Estou uma bagunça.
E... dizer isso publicamente, para um número pouco considerável de estranhos, não me parece muito promissor.
Sabem, não vai mesmo resolver nada, nem colocar as coisas no lugar. Talvez, por isso tenho escrito tão pouco aqui... e muito mais em pedaços aleatórios de papel (guardanapos, notas fiscais, o mais variado número de cadernos que possuo...).
Porque não importa.
Não interessa.
A bagunça permanece em mim... refletida inclusive nessas minhas palavras.
Mas, mesmo assim estou aqui escrevendo... porque, mesmo que nada mude, o ato de escrever (chamado de ato solitário) é também libertador... mesmo quando suas palavras não fazem sentido, mesmo quando não são interessantes para mais ninguém além de você, mesmo quando você nem ao menos sabe o que deve (dever é uma palavra tão forte e ditadora) escrever. Minha bagunça ultrapassa minha condição emocional e interna e pula pra fora, para o meu guarda-roupa (não queira mesmo vê-lo agora) e para minhas expressões... as faciais, as faladas. Sou uma bagunça do tipo Everest agora. Pilhas de sentimentos, ondas gigantes de lágrimas, montanhas de palavras querendo sair...
Será que posso encontrar o meio? Equilíbrio?
Preciso.
E... preciso arrumar meu guarda-roupa... vou fazer isso amanhã.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sobre as pequenas coisas

Gosto de observar o mundo.
Não naquele estado contemplativo que os grandes gênios e pessoas realmente inteligentes costumam entrar. De onde vem as grandes invenções e descobertas.
Sou mais uma observadora pensativa. Gosto de analisar pensamentos por trás de ações e palavras. Gosto de ver interações. Gosto de ver pessoas sorrirem. E dos motivos que as fazem sorrir.
Sou uma observadora pensativa.
Gosto das pequenas coisas.
Mas, o que fazem das coisas pequenas? E por que essas coisas, a pesar de pequenas, são tão comentadas?
Bem, eu não sei.
Lembra o que eu disse sobre não ser um gênio contemplativo?
Mas, gosto dessas coisas pequenas.
Aquelas bobagens que as vezes são ações automáticas nossas e que valem tanto para outras pessoas. Um bom dia, um sorriso, uma mensagem inesperada para um amigo, uma adesivo de caderno, uma frase boba escrita no retrovisor de um transporte publico... esses esforços que nem são tão esforçados assim, mas que às vezes valem tanto que você não faz nem ideia.
Acho que a graça das pequenas coisas está aí. Ela são discretas, humildes, não querem chamar atenção, mas por serem inesperadas... são especiais. Também acho que grandes ideias também podem vir de observadores pensativos. E que o cara no transporte público não sabe, mas fez alguma garota sorrir com a frase no retrovisor. E tudo é meio bobo, mas as coisas bobas são divertidas. E são pequenas coisas. O que, no final das contas, é bom. Não é?"


Sobre desculpas

Poderia passar horas aqui falando sobre por que não tenho escrito como antigamente.
 As desculpas são infinitas...
Muitas vezes não escrevo por não ter inspiração, outras por não ter tempo (rainha de todas as desculpas ruins), outras tantas por estar tão tomada pelas palavras que elas simplesmente não conseguem se organizar numa fila... organizada e sair, e tomar forma. 
Mas, desculpas são exatamente o que parecem ser: justificativas bonitinhas. Enfeitadinhas. E outros diminuitivos fofos.
Não tenho escrito... por que simplesmente, ou talvez, não sou mais a mesma pessoa que era quando escrever era como respirar. Há muitas variáveis. Há muitos afazeres. Há poucos momentos para parar, respirar, e colocar sentimentos e momentos e vontades e ansiedades e ideias em uma ordem que seja compreensível para serem compartilhados com outros. Com você.
Mas, aí está você.
E aqui estou eu.
Estou escrevendo.
Escrevendo novamente.

domingo, 21 de julho de 2013

#série: My Mad Fat Diary


Sinopse:
Situada na década de 1990, a história de My Mad Fat Diary acompanha a vida de Rae, uma jovem obesa de 16 anos que vive em Lincolnshire com sua mãe excêntrica. Recém saída de um hospital psiquiátrico, ela se vê jogada em um mundo no qual não se sente à vontade. Logo ela reencontra Chloe, sua antiga melhor amiga que não sabe do seu passado. Ela a apresenta para sua turma, que acolhe Rae à sua maneira. Sem perder o bom humor e sua crença no amor, Rae tem como principal objetivo perder a virgindade. Seu alvo é o jovem geek Archie, mas algumas surpresas vêm pela frente.

Por que você deve assistir:

  1.  A série é britânica, ou seja você fica 50 minutos ouvindo aquele sotaque lindo!
  2. Quem tem mais de 20 anos vai poder matar a saudade da década de 90. Música, cinema, doces, gírias...
  3. Archie (Dan Cohen) e Finn (Nico Mirallegro) são lindos demais! Você vai poder babar nos dois amigos da Rae. E eles são BRITÂNICOS! *o*
  4. Você fica com um gostinho de quero mais, por que a série tem apenas 6 episódios! Dá pra assistir em um dia só ;)
  5. Os temas são atuais e válidos para discussão: gravidez, drogas, obesidade e todos os problemas que os jovens passam, com drama, mas muito bom humor. 
  6. A protagonista Rae (Sharon Rooney) é uma graça. Divertida, irônica, esperta e muito forte. Rae conquista de primeira. Em uma cena do episódio piloto Rae faz piada por ter ficado entalada no tobogã da piscina "me ajude a desentalar minha bunda gorda!"
  7. Foi renovada para a segunda temporada!!! Isso significa que vem mais coisa boa por aí!
  8. Oasis, Eels, Radiohead, Blur, The Cure, Starships e muitos outros grandes nomes na tilha sonora, que é MARA!
  9. A série é inspirada na vida da escritora Rae Earl, que publicou seus diários de adolescente. Rae sofria com os mesmos problemas que vemos a Rae da telinha sofrer...
  10. Todo o elenco é muito legal. A Izzy (Ciara Baxendale) é a mais sem noção do grupo, mas é muito engraçada! Também amei o psicólogo da Rae, o doutor Kester Gill (Ian Hart) *--*
Que tal curtir o primeiro episódio?
Tenho certeza que vão querer mais!