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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Bagunça

Estou uma bagunça.
E... dizer isso publicamente, para um número pouco considerável de estranhos, não me parece muito promissor.
Sabem, não vai mesmo resolver nada, nem colocar as coisas no lugar. Talvez, por isso tenho escrito tão pouco aqui... e muito mais em pedaços aleatórios de papel (guardanapos, notas fiscais, o mais variado número de cadernos que possuo...).
Porque não importa.
Não interessa.
A bagunça permanece em mim... refletida inclusive nessas minhas palavras.
Mas, mesmo assim estou aqui escrevendo... porque, mesmo que nada mude, o ato de escrever (chamado de ato solitário) é também libertador... mesmo quando suas palavras não fazem sentido, mesmo quando não são interessantes para mais ninguém além de você, mesmo quando você nem ao menos sabe o que deve (dever é uma palavra tão forte e ditadora) escrever. Minha bagunça ultrapassa minha condição emocional e interna e pula pra fora, para o meu guarda-roupa (não queira mesmo vê-lo agora) e para minhas expressões... as faciais, as faladas. Sou uma bagunça do tipo Everest agora. Pilhas de sentimentos, ondas gigantes de lágrimas, montanhas de palavras querendo sair...
Será que posso encontrar o meio? Equilíbrio?
Preciso.
E... preciso arrumar meu guarda-roupa... vou fazer isso amanhã.

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